Memórias Póstumas de Uma Hemorroida Suicida
Ainda lembro os tempos quando eu não era hemorroida. Ficava o dia todo no meu mundo quente e agradável, era apenas uma veia que habitava perto de uma área considerada um tanto quanto suja, mas muito importante para as pessoas.
Culto? Nem Tanto
Há muita gente que diz que eu sou culto. Eu, pessoalmente*, sei que eu não sou, mas até que finjo muito bem. Não significa que eu escreva aqui coisas que não tenham nexo e seja também sem cultura alguma, mas a verdade é que o povo brasileiro tem um nível cultural muito baixo.
Então é Natal!
Lá vai eu mais uma vez me meter onde não devo, porém não resisto . Estamos a 30 dias do Natal e mais uma vez temos as mesmas coisas de todos os anos, mas jamais uma mudança efetiva na direção que a data celebrada requere.
O que segue eu já expus publicamente quando meu pai pediu que eu preparasse uma mensagem de Natal para o almoço do dia 25 de dezembro de 2008. Não sei se agradou, mas não me disseram qual era o tema e ninguém reclamou. É a primeira vez que eu escrevo este texto, pois no dia foi só conversa mesmo.
Marcas
Procuro nos traços de meu semblante
Algo que me mostre novamente
Aquele que outrora um dia eu fui
Não falo simplesmente de lembranças
Mas de alguém não que consigo mais enxergar
Nome meu semblante vejo as marcas
Marcas que o meu passado deixou
Mas não consigo ver o meu passado
Vejo rugas impiedosas traçadas por toda parte
Avisto o prateado tom de cabelos descolorindo
Se não vejo meu passado em mim
Somente as marcas de quem fui um dia
Não sou mais eu quem está aqui
Por isso não me vejo mais em minhas marcas
Marcado eu fui para não saber mais quem sou
Que outras marcas o futuro me dará?
Será que nestas, afinal, me reconhecerei?
Caso outra vez não me veja
Não reagirei como no presente agi
As marcas da experiência me acalmarão
Porém, caso o futuro me seja um presente
Se as marcas me fizerem lembrar
Do semblante que hoje eu perdi
Mais marcado eu quero ser
Assim, eu jamais esquecerei quem eu sou.
—–//—–//—–
Uma Ruminada depressiva. Mentira! Estou só testando uma ideia que eu tive.
Ping Pong – Versão do Mé!
Segunda etapa do Ping Pong que o Iuri me mandou! Vejam a versão sóbria um pouco mais abaixo.
Sem mais delongas que eu tomei umas e estou sem paciência Clique aqui e leia mais…
Futunicus Europélicos
Brasil, país quente e turístico, amado pelos europeus de toda a espécie que imaginam que aqui ainda é uma grande colonia cheia de esquisitices dos povos ainda arcaicos.
Este amor dos europeus por nosso país tem um grande inconveniente: Os caras acham que aqui não precisam tomar banho!
O Porteiro
No mês de agosto eu tinha contado aqui a história da competição que o porteiro do prédio do escritório em que trabalho participou e ganhou com louvores.
Depois disso passei a observá-lo com mais cuidado, pois é uma figura no mínimo divertida de se olhar, tendo em vista que é uma cópia escarrada do Sr. Madruga (grande Dom Rámon).
Ping Pong – Versão Sóbria
Meu chegado Iuri, lá do Simples Assim me passou esse ping pong para eu responder algumas coisas, porém surgiu em nossas conversas a seguinte idéia, a qual recebi com júbilo. Deverão existir duas versões, primeiramente a sóbria e neste final de semana a Versão do Mé. Comecemos com a chata sobriedade então.
O Culto Carreirista*
*Enquanto Rumino sobre um assunto novo (já tenho 3 ruminadas novas), toma coisa véia que eu escrevi em 2007.
Todos nós sabemos que hoje o mundo está cada vez mais corrido, caótico, competitivo e estressante. A velocidade dos acontecimentos e do fluxo de informações estão fazendo das pessoas escravas de tecnologias que até pouco tempo nem mesmo pensávamos ter. O que deveria nos beneficiar está nos trazendo mais sofrimento, pois hoje ficamos angustiados quando acaba a bateria do celular, quando não podemos acessar a internet, quando perdemos algum e-mail que era importante, além de muitas outras coisas.
A Maldição do Caderninho
Eu tenho na minha cabeça diversos assuntos dos quais eu esqueço antes de publicar e depois fico martelando dias para me lembrar e poder colocar aqui.
Acho que isso é um problema de qualquer autor (sou pretensioso sim, e dai?). Se não tiver onde anotar uma boa idéia que surge na hora, acabo perdendo depois e para achar dá um trabalhão.
Bom, para sanar este problema eu arrumei um caderninho de anotações. Todas as minhas idéias seriam colocadas lá e conforme eu fosse tendo tempo iria tranformando-as em Ruminadas.
O texto anterior foi o último que escrevi antes do caderninho! Depois dele eu tive um branco total e ficava olhando para ele sem ter assunto nenhum para discorrer. Pesquisei na internet, li jornais, assisti televisão e nada. Isso nunca aconteceu comigo (essa frase é ótima em outras situações, também).
A única frase que escrevi nele foi: “A Maldição do Caderninho”. O resto estava todo em branco e eu estava morrendo de raiva dessa situação.
Só uma solução coube para este impasse: DESTRUIR AQUELA PORCARIA DE CADERNINHO AMALDIÇOADO! MORTE AO CADERNINHO!
Primeiro eu amassei, depois rasguei, queimei e joguei os restos daquela porcaria no camburão de lixo do condomínio. Se eu colocasse na minha lixeira a maldição poderia continuar até os restos malditos daquele caderno sair de perto de mim.
Melhor esquecer um assunto ou outro do que não ter mais nenhuma Ruminada para publicar. Já estou mais calmo e o branco acabou (engraçado que somente nessa situação que o branco é utilizado em tom pejorativo, como o ser humano é preconceituoso). Algumas idéias já começaram a surgir, mas tenho que ruminar um pouco mais.
Caso eu esqueça de alguma Ruminanda não tem problema, depois de algum tempo eu acabo lembrando mesmo. Nunca mais caio nessa de caderninho para anotar os momentos de inspiração.
Acho que eu dei uma leve surtada, mas passou.
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